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14 fevereiro 2011

ODE A UM AMOR SONHADO

   A noite chega certa, serena,
indiferente de mim!
Na tua ausência, feita de pena,
Aceito a angústia, mesmo assim...

Noite longa, noite fria,
Traz-me à tela da memória,
Ilusões de alegria,
Sonhos d'amor, inda sem estória. 

Fecho os olhos p'ra te ver,
Desenho-te ao meu lado.
Imagino, quero crer,
És agora o meu fado!

Adentro a noite calma,
Mil prazeres imagino;
Sussurros, espasmos d'alma,
Desmaios, perco o tino!  

Abraços e mais afagos,
E desejos  muito ardentes.
Corpos nus, enlaçados,
Saboreiam lábios quentes... 

E em sonhos desvaneço,
Soltando frémitos loucos.
Entrego-me, perco-me, esqueço-me,
Vou morrendo, pouco a pouco...  

Abandono-me no degredo,
Morrendo mil vezes em ti.
Meu amor, não tenho medo,
Nem da morte, nem de mim. 

Este amor vive d' incúria, 
E d' intrépida certeza 
 Vive d' ânsias de luxúria,
E desejos de pureza...

Entre as estrelas e o luar,
Alva luz que tudo inunda,
O importante é amar,
Resta-me a noite profunda.

Vem oh noite, acalma a dor!
Segreda-me enquanto dormem;
Traz-me novas do meu amor,
Queira Deus que não me acordem...

Mena